5/28/2008

Instanciação Universal

Ainda não pretendo entrar na questão dos quantificadores. Entretando, no blog Problemas Filosóficos, o Prof. Alexandre realiza um pequeno debate com o Prof. Gauker, que apresentou um contra-exemplo da lei da instanciação universal seu livro.
O debate pode ser lido aqui (ler os comentários do post, que é onde ocorre o debate).

Estou citando este debate pois lendo o Tractatus, encontrei em 3.323 o seguinte:
"Na linguagem corrente, acontece com muita frequência que uma mesma palavra designe de maneiras diferentes - pertença, pois, a símbolos diferentes - ou que duas palavras que designam de maneiras diferentes sejam empregadas, na proposição, superficialmente do mesmo modo.
Assim, a palavra "é" aparece como cópula, como sinal de igualdade e como expressão da existência; "existir", como verbo intransitivo, tanto quanto "ir"; "idêntico", como adjetivo; falamos de algo, mas também de acontecer algo.
(Na proposição "Rosa é rosa" - onde a primeira palavra é um nome de pessoa, a última é um adjetivo - essas palavras não têm simplesmente significados diferentes, mas são símbolos diferentes.)"

Eu diria que Wittgenstein diria exatamente isto ao Prof. Gauker. E me parece que é isso que o Prof. Alexandre procura mostrar, ao dar exemplos de formas lógicas.

E talvez, Wittgenstein fechasse sua argumentação assim como ele continua, em 3.324:
"Assim nascem facilmente as confusões mais fundamentais (de que toda a filosofia está repleta)."

ps: Não estou aqui afirmando que nem Wittgenstein, nem que o prof. Alexandre nem que o prof. Gauker estão certos ou errados. Com certeza o debate é interessante e há muito a ser discutido. Estou apenas exibindo, através do Tractatus, uma possível resposta que o autor do Tractatus daria, neste caso.

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