5/23/2008

A Análise é Única

Toda proposição genuína é analisável, pois a sua forma lógica real só pode ser encontrada ao fim da análise. E, para que a proposição possa expressar de maneira determinada, claramente especificável, o que ela exprime, a análise deve ser única (TLP 2.25;2.251). O que isso quer dizer?

Frege e Russel diriam que "(p v q)" é diferente de "~(~p.~q)". Entretanto, as duas são materiamente equivalentes. Se em um suposto final de uma análise fosse encontrado "(p v q)" e ao final de uma outra análise fosse encontrado
"~(~p.~q)", então Wittgenstein diria: "A análise não chegou ao fim". Pois afinal, se ambas são equivalente materialmente, elas não podem ser tratadas como diferente. A verdadeira forma lógica ainda não foi exibida. Para Wittgenstein, não era possível que "(p v q)" fosse diferente de "~(~p.~q)". Ambas mostram a mesma coisa.

Wittgenstein percebeu que, utilizando a barra de Sheffer, é possível mostrar o vinculo interno que existe entre as proposições (TLP 5.1311). Partindo desta intuição a respeito da barra de Sheffer, Wittgenstein percebeu que existia uma única operação capaz de gerar todas as funções de verdade possíveis partindo de proposições elementares. Por isso, toda proposição é função de verdade das proposições elementares (TLP 5), pois se há só uma análise, há também um meio de, partindo de proposições elementares, gerar as mais diversas proposições moleculares.

Esta operação é chamada por Wittgenstein de operação N.

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