A proposição é, para Wittgenstein, o meio do qual, através da linguagem, podemos falar sobre o mundo.
Mas vimos aqui que a forma lógica real da proposição normalmente é ocultada pela sua forma aparente. Com diz Wittgenstein, "a linguagem é um traje que disfarça o pensamento. E, na verdade, de um modo tal que não se pode inferir, da forma exterior do traje, a forma do pensamento trajado; isso porque a forma exterior do traje foi constituída segundo fins inteiramentes diferentes de tornar reconhecível a forma do corpo." (TLP 4.002)
Para saber qual a forma real da proposição é necessário realizar uma análise da mesma, como mostrado no post anterior. Mas esta análise tem um fim? Como saber que a análise chegou ao fim, e o que se encontra neste fim?
A análise tem um fim, e mais que isso, para Wittgenstein, ela deve ter um fim. Afinal, a proposição diz algo sobre como o mundo é. Se uma análise da proposição fosse realizada até o infinito, sem o fim, entâo como uma proposição poderia representar algo determinado sobre o mundo, já que o mundo é determinado?
Se a análise da proposição não tivesse um fim, ela então não possuiria um sentido determinado, e portanto, não poderia representar algo determinado.
Mas o mundo é determinado e essa intuição é uma intuição fundamental para Wittgenstein. Logo, a análise deve ter um fim para que o sentido de uma proposição seja determinado e ela possa representar corretamente o mundo.
No fim da análise encontram-se então proposições que são inanalisáveis. Proposições elementares, logicamente independentes, pois o sentido de uma proposição não pode depender do valor de verdade de uma proposição qualquer (pois senão o sentido não seria determinado, não poderia representar uma situação que é ou não é de determinada forma). Além disso, o valor de verdade de uma proposição pode depender do valor de verdade de outras proposições, mas isso quando elas ainda são analisáveis. O valor de verdade de uma proposição analisável depende do valor de verdade das proposições que a compõem. Mas no fim da análise, todas as proposições elementares encontradas devem ser logicamente independentes entre sí, pois elas são proposições inanalisáveis.
O que se encontra no fim da análise são as proposições elementares.
Mas vimos aqui que a forma lógica real da proposição normalmente é ocultada pela sua forma aparente. Com diz Wittgenstein, "a linguagem é um traje que disfarça o pensamento. E, na verdade, de um modo tal que não se pode inferir, da forma exterior do traje, a forma do pensamento trajado; isso porque a forma exterior do traje foi constituída segundo fins inteiramentes diferentes de tornar reconhecível a forma do corpo." (TLP 4.002)
Para saber qual a forma real da proposição é necessário realizar uma análise da mesma, como mostrado no post anterior. Mas esta análise tem um fim? Como saber que a análise chegou ao fim, e o que se encontra neste fim?
A análise tem um fim, e mais que isso, para Wittgenstein, ela deve ter um fim. Afinal, a proposição diz algo sobre como o mundo é. Se uma análise da proposição fosse realizada até o infinito, sem o fim, entâo como uma proposição poderia representar algo determinado sobre o mundo, já que o mundo é determinado?
Se a análise da proposição não tivesse um fim, ela então não possuiria um sentido determinado, e portanto, não poderia representar algo determinado.
Mas o mundo é determinado e essa intuição é uma intuição fundamental para Wittgenstein. Logo, a análise deve ter um fim para que o sentido de uma proposição seja determinado e ela possa representar corretamente o mundo.
No fim da análise encontram-se então proposições que são inanalisáveis. Proposições elementares, logicamente independentes, pois o sentido de uma proposição não pode depender do valor de verdade de uma proposição qualquer (pois senão o sentido não seria determinado, não poderia representar uma situação que é ou não é de determinada forma). Além disso, o valor de verdade de uma proposição pode depender do valor de verdade de outras proposições, mas isso quando elas ainda são analisáveis. O valor de verdade de uma proposição analisável depende do valor de verdade das proposições que a compõem. Mas no fim da análise, todas as proposições elementares encontradas devem ser logicamente independentes entre sí, pois elas são proposições inanalisáveis.
O que se encontra no fim da análise são as proposições elementares.
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